Como criptografar um arquivo com senha
Qualquer arquivo entra e sai como um envelope .enc que só abre com a senha. Para reabrir, é a mesma ferramenta: arraste o .enc de volta, escolha descriptografar e informe a senha — o nome e a extensão originais estão guardados dentro do envelope e voltam junto.
- Solte o arquivo, de qualquer tipo e até 256 MB.
- Escolha criptografar e defina uma senha forte.
- Baixe o .enc e guarde a senha num gerenciador.
- Para abrir depois: solte o .enc aqui, escolha descriptografar e informe a mesma senha.
O que roda por baixo, em termos concretos
A cifra é AES-256 no modo GCM, que é criptografia autenticada: além de esconder o conteúdo, ela detecta qualquer alteração nos bytes. A chave não é a sua senha — ela é derivada da senha com PBKDF2-SHA256, 100 mil iterações e um salt aleatório por arquivo, o que torna caro testar senhas em lote.
O salt aleatório também é o motivo de dois envelopes do mesmo arquivo, com a mesma senha, saírem diferentes: não dá para saber, olhando dois .enc, que eles guardam a mesma coisa.
O formato do envelope é fixo e documentado no código, e continua lendo as versões antigas. Isso não é detalhe de implementação: um arquivo cifrado hoje precisa abrir daqui a dois anos, e um formato que muda em silêncio transforma backup em lixo.
A senha é a única chave, e isso é literal
Não existe recuperação. Não há servidor com uma cópia, não há chave-mestra, não há e-mail de redefinição — é essa ausência que torna a criptografia real. Esquecer a senha é perder o arquivo, e nenhuma força bruta prática resolve isso.
Por isso, duas recomendações que valem mais que qualquer configuração: guarde a senha num gerenciador antes de fechar a aba, e teste a descriptografia uma vez, com o arquivo original ainda no lugar, antes de confiar o backup ao envelope.
Uma consequência útil da autenticação: senha errada e arquivo corrompido produzem exatamente a mesma recusa, porque matematicamente são a mesma coisa — a verificação falhou. A ferramenta separa apenas o que dá para separar de verdade: se o cabeçalho do envelope faz sentido ou não.
Por que fazer isso no navegador
Mandar um arquivo para um site criptografar é entregar o conteúdo aberto e a senha ao mesmo servidor. É a contradição mais direta que existe nesse tipo de serviço, e vale para qualquer um deles.
Aqui a cifragem usa a implementação criptográfica do próprio navegador, dentro da aba. Nem o arquivo nem a senha saem, e o medidor no alto da página mostra isso em tempo real. Como esta ferramenta aceita qualquer tipo de arquivo, ela também é o fim natural de qualquer cadeia daqui: corte, censure, limpe os metadados e cifre o resultado, sem nada tocar a rede.