Como comprimir um PDF
Um PDF pesado quase nunca é pesado por causa do texto: são as imagens dentro dele. Por isso a compressão aqui tem quatro níveis, e três deles trabalham exatamente nesse ponto — cada página é rasterizada numa resolução alvo e regravada como JPEG. O quarto nível não rasteriza nada.
- Solte o PDF. Se ele tiver senha, a ferramenta pede a senha antes de abrir, e a usa em todas as etapas seguintes.
- Escolha o nível: leve (200 dpi), equilibrado (150 dpi), forte (110 dpi) ou sem perdas.
- Acompanhe o progresso página a página. Documentos longos levam alguns segundos por página em máquinas modestas.
- Compare o tamanho final com o original antes de baixar.
O que cada nível faz, em números
Leve rasteriza a 200 dpi com qualidade JPEG de 85%: é a faixa em que um documento digitalizado continua confortável de ler na tela e ainda imprime bem. Equilibrado usa 150 dpi e 72%, que é a escolha padrão para anexar em e-mail. Forte desce para 110 dpi e 60%, e aí a intenção é caber num limite de upload, não preservar a aparência.
Sem perdas é outra operação: o arquivo é reescrito sem tocar nas páginas, o que remove sobras estruturais e nada mais. O ganho costuma ser modesto, e às vezes é zero — quando a recodificação não diminui o arquivo, os bytes originais voltam em vez de um resultado maior.
O teto de entrada é 100 MB por arquivo, que é o limite do módulo de PDF inteiro. Ele não é arbitrário: rasterizar uma página aloca uma tela na memória da aba, e um documento acima disso derruba a aba antes de terminar.
O que a rasterização custa, e o que foi feito para doer menos
Rasterizar destrói o texto vetorial: a página vira uma imagem, então o texto deixa de ser selecionável e a nitidez passa a depender do zoom. É uma troca real, e o painel avisa antes.
O que a ferramenta faz para reduzir o dano é redesenhar a camada de texto original por cima da imagem, invisível. O resultado é um documento que parece uma imagem mas continua respondendo a Ctrl+F e a copiar e colar — o mesmo recurso que a exportação de OCR usa para deixar um documento digitalizado pesquisável.
Se a fidelidade vetorial importa mais que o tamanho (um contrato que vai ser lido no celular, um material que vai para impressão), o nível sem perdas é o único que não faz essa troca.
Por que fazer isso no navegador
Comprimir PDF é a operação em que o upload é mais arriscado, porque o arquivo típico é justamente o documento que ninguém deveria mandar para lugar nenhum: contrato, holerite, laudo, procuração. Um serviço convencional recebe esse arquivo num servidor e o mantém pelo tempo que a política dele disser.
Aqui o PDF é aberto pelo pdf.js dentro da própria aba, rasterizado numa tela em memória e regravado pela mesma aba. O medidor no topo da página conta bytes de arquivo saindo, e ele permanece em zero do começo ao fim.