O que esta ferramenta é, e o que ela não é
Ela remove a proteção de um PDF que você JÁ CONSEGUE ABRIR. Se o arquivo pede senha, você digita a senha que tem; se ele abre sozinho mas recusa imprimir ou copiar, basta soltá-lo. O que sai é uma cópia sem senha e sem lista de permissões.
Ela não quebra senha, não adivinha senha e não testa senha — e não vai passar a fazer isso. É para o seu próprio arquivo: o relatório do banco que chega protegido todo mês, o holerite, o documento que você mesmo protegeu e cansou de destravar.
A senha que você digita fica no seu navegador, como todo o resto. Não há servidor para onde mandá-la.
Os dois tipos de proteção, e por que o segundo é o caso comum
Um PDF pode carregar duas senhas diferentes. A de USUÁRIO é a que impede abrir: sem ela o leitor não mostra nada. A de DONO não impede abrir — ela carrega uma lista de permissões que diz ao leitor para recusar imprimir, copiar texto, extrair páginas ou editar.
A segunda é a que mais aparece. É o PDF que abre normalmente em qualquer lugar e trava na hora de copiar um parágrafo ou imprimir uma via. Para esse caso não há senha a digitar aqui: solte o arquivo e a restrição sai junto com o resto.
Como desbloquear
O painel diz o estado da proteção antes de qualquer processamento: se o arquivo pediu senha ou se ele abre sozinho e a restrição é só de permissão. É por ele que se confere que o documento certo foi aberto.
- Solte o PDF. Se ele pedir senha, a página pergunta — é a mesma senha que você digitaria no leitor.
- Confira o que o painel diz: quantas páginas, o tamanho, e se o arquivo abre com ou sem senha.
- Leia o que muda no arquivo. É a parte que a maioria dos concorrentes não mostra.
- Remova a proteção e baixe. O arquivo abaixo abre sem senha em qualquer leitor.
O que muda no arquivo, dito antes
Cada página vira uma imagem. Não é uma escolha de qualidade, é a única saída num navegador, e a razão está na divisão de trabalho entre as bibliotecas: a que LÊ PDF sabe decifrar — dada a senha, ela entrega a página aberta — e não sabe escrever; a que ESCREVE PDF não sabe decifrar nada. Passar o arquivo cifrado direto de uma para a outra produz um PDF ilegível, e o pior é que sem erro nenhum.
O que sobra é redesenhar: o leitor abre a página, ela é rasterizada a 200 DPI e o escritor monta um documento novo com essas imagens, agora sem criptografia.
A busca não se perde. A camada de texto da página é redesenhada por baixo da imagem com opacidade zero, então o Ctrl+F continua achando tudo e dá para selecionar e copiar. O que se perde é o texto vetorial: a nitidez ao ampliar muitas vezes, e a possibilidade de editar as letras num editor de PDF.
Por que não existe o caminho sem perda
A pergunta certa é por que não tirar só a criptografia e deixar todo o resto byte a byte igual. Tecnicamente é o que um servidor com uma biblioteca completa faria: decifrar os fluxos, remover o dicionário de criptografia, reescrever o arquivo.
Aqui não há servidor, e nenhuma biblioteca de navegador faz as duas metades. É a mesma limitação que obriga a ferramenta de PROTEGER a rasterizar quando põe a senha — o escritor de PDF daqui não criptografa, e o que criptografa não escreve estrutura. As duas pontas do mesmo problema.
Preferimos dizer isso na tela a entregar um arquivo pior sem avisar. É a mesma regra do censurar PDF, que também perde a camada de texto do documento inteiro e explica o porquê.
Onde ele continua
O resultado é PDF e entra na cadeia. Depois de desbloquear, comprimir faz sentido: as páginas já são imagens, e o compressor tem controles melhores para o tamanho do que os 200 DPI fixos daqui.
Girar, juntar, dividir e organizar também funcionam, e agora sem pedir senha a cada passo.
Tudo roda no seu navegador. O arquivo e a senha não são enviados a lugar nenhum, e o medidor no topo da página mostra isso enquanto você trabalha — num desbloqueador de PDF online, é o oposto do normal.