Como transformar um vídeo em GIF
Você marca um trecho do vídeo, escolhe largura, quadros por segundo e número de cores, e recebe um GIF animado — sem marca dágua, sem cadastro e sem que o arquivo saia do seu aparelho. O resultado aparece na tela antes do download, então dá para ajustar e refazer.
- Solte o vídeo (MP4, WebM, MOV ou MKV).
- Arraste os controles de início e fim para marcar o trecho, de até 30 segundos.
- Escolha a largura e os quadros por segundo — são os dois controles que mais mexem no tamanho.
- Ajuste as cores e, se o vídeo tiver degradê, experimente ligar o dithering.
- Gere, confira o GIF na tela e baixe.
Por que GIF pesa tanto, e o que realmente diminui
O GIF não tem compressão entre quadros. Cada quadro é uma imagem inteira comprimida sozinha, então dois quadros idênticos ocupam o dobro de um. É por isso que esta ferramenta não tem um controle de "qualidade": no GIF, tamanho é contagem de quadros vezes contagem de pixels, e é isso que os controles ajustam.
Em ordem de eficácia: encurtar o trecho, reduzir a largura e baixar os quadros por segundo. Doze por segundo já dão movimento fluido em captura de tela; vinte só valem para movimento rápido de câmera. Reduzir de 256 para 128 cores ajuda, sobretudo em interface chapada, e costuma ser invisível.
O painel mostra quantos quadros vão ser escritos e em que resolução, e NÃO promete um tamanho em megabytes antes de gerar. O motivo é honesto: o peso final depende do conteúdo, porque a compressão do formato lida muito melhor com uma tela chapada do que com uma cena de câmera. Quadros e pixels são exatos; bytes, só depois de escrever.
A paleta é o que separa um GIF bom de um GIF de 2005
O formato guarda no máximo 256 cores por arquivo, então converter um vídeo é, antes de tudo, escolher quais 256. A maioria dos conversores agrupa cores em RGB, onde a mesma distância numérica significa coisas diferentes em cada faixa — o resultado é aquela cor lavada e o degradê em faixas.
Aqui o agrupamento acontece em CIELAB, um espaço em que distância corresponde à diferença que o olho enxerga. É a mesma base de cor que o vetorizador do produto usa. As cores são escolhidas a partir de quadros espalhados pelo trecho inteiro, e não só do primeiro — uma paleta tirada do começo erra inteira quando a cena muda.
E há o caso em que não há perda nenhuma: quando o vídeo tem menos de 256 cores distintas, a paleta é a lista exata delas e a ferramenta diz isso na tela. Vale menos vezes do que parece, e o motivo é o próprio vídeo — a compressão que o gerou espalha variação em volta de cada cor chapada, então uma captura de tela que "tem quatro cores" costuma chegar aqui com milhares. Interface chapada continua sendo o material que melhor se agrupa, mesmo quando a paleta não sai exata.
O dithering é uma troca, não uma melhoria. Ele quebra a faixa do degradê espalhando o erro entre pixels vizinhos, e ao mesmo tempo enche a imagem de ruído fino — que é justamente o que a compressão do GIF não consegue reduzir, e que ainda muda de lugar a cada quadro. Ligado, o arquivo pode mais que dobrar. Vale para vídeo de câmera com céu, pele e sombra; não vale para captura de tela.
Quando GIF não é o formato certo
Para qualquer coisa acima de meio minuto, ou com som, o formato certo continua sendo o vídeo. Um MP4 de trinta segundos pesa uma fração de um GIF equivalente e toca em todo lugar. GIF ganha em três situações específicas: onde vídeo não é aceito, onde ele precisa tocar sozinho em repetição sem controles, e onde a imagem precisa aparecer inteira dentro de um comentário — ticket, pull request, chat, documentação.
Se o objetivo é só mostrar um erro para o time, considere também mandar o vídeo direto: a ferramenta de gravar tela do produto entrega um arquivo pronto, e a conversão para GIF é um passo a mais que só existe por causa do destino.
E se o que você quer é um quadro parado, não precisa de GIF: use PDF para imagem se for documento, ou tire a foto da tela mesmo.
Por que fazer isso no navegador
Praticamente todo conversor de vídeo para GIF é um serviço pago disfarçado: ou impõe marca dágua, ou limita a duração, ou pede cadastro — e os três existem pelo mesmo motivo, que é o vídeo estar sendo processado no servidor de alguém. Você entrega o arquivo inteiro para receber de volta uma versão carimbada.
Aqui o vídeo é lido pelo próprio navegador, os quadros são desenhados numa tela em memória e o GIF é escrito byte a byte na mesma aba. O medidor no alto da página conta bytes de arquivo saindo e fica em zero do começo ao fim, e depois da primeira visita tudo funciona com a internet desligada.
Isso importa mais do que parece nesta ferramenta em particular: o vídeo que mais vira GIF é gravação de tela — com sistema interno, dados de cliente, nome de arquivo e aba aberta à vista. É exatamente o material que não deveria subir para um site gratuito em troca de uma animação.