O que entra e o que sai
Entra o que o seu navegador souber decodificar: MP4 e MOV em qualquer um, WebM em qualquer um, e MKV em alguns, dependendo do codec que estiver dentro. A regra prática é a mais simples possível — se o vídeo toca numa aba, ele converte aqui.
Sai MP4 ou WebM, e só o que o navegador souber gravar. WebM funciona em todo lugar; MP4 na maioria. Se o seu só escrever um dos dois, a página diz qual em vez de mostrar um seletor de uma opção só.
Não há saída para MOV, AVI ou MKV, e isso é decisão e não esquecimento. Escrever um contêiner que o navegador não sabe escrever significaria entregar bytes de um formato dentro do nome de outro — que é exatamente o defeito que tirou o FLAC da lista do conversor de áudio e o AVIF da lista do conversor de imagem.
Como converter
A ferramenta chega apontando para o formato ÚTIL: se você soltou um MP4, o destino já vem marcado como WebM, e vice-versa. Converter para o formato que o arquivo já tem não faz nada além de acrescentar uma geração de compressão, então a página avisa e desativa o botão quando os dois coincidem.
- Solte o vídeo, ou traga um da cadeia — uma gravação de tela feita aqui mesmo, por exemplo.
- Confirme o formato de saída. O que o seu navegador não escreve não aparece na lista.
- Converta. A barra mostra o progresso, o tempo restante e um botão de cancelar.
- Baixe, ou mande o resultado para outra ferramenta pela barra de arquivo.
Por que demora o tempo do vídeo
Porque não há demuxer aqui. Trocar de contêiner sem recodificar seria abrir o arquivo, remontar o índice e reescrever os mesmos quadros noutro invólucro — instantâneo, e é o que o ffmpeg faz. Trazer o ffmpeg significaria 25 a 30 MB de WebAssembly sob GPL, e GPL contamina um produto vendido on-premise. É o mesmo argumento que o mantém fora da conversão para GIF e do corte de vídeo.
O caminho que sobra é o que o navegador oferece nativamente: tocar o vídeo, desenhar cada quadro num canvas, capturar esse canvas como fluxo e gravar com o MediaRecorder — a mesma API do gravador de tela. O áudio da origem entra no mesmo fluxo.
Daí vêm as duas consequências que a página anuncia antes de você esperar: leva a duração do vídeo, porque áudio só se captura acompanhando o relógio; e o resultado é uma segunda geração de compressão.
MOV para MP4, MKV para MP4, WebM para MP4
São os três caminhos que quase todo mundo procura, e os três funcionam pelo mesmo mecanismo. O MOV é o contêiner da Apple e costuma trazer H.264 dentro, que é o mesmo codec do MP4 — na prática você está trocando o invólucro de um arquivo que o resto do mundo já saberia ler.
O MKV é o caso mais irregular: ele aceita quase qualquer codec, e o navegador só abre os que ele já conhece. Quando não abre, a página recusa na hora, com uma frase, em vez de deixar você esperar a duração inteira do vídeo para falhar no fim.
O que não dá para fazer aqui
Converter AVI. Nenhum navegador o decodifica, então o arquivo nem chega a abrir — e não adianta a ferramenta querer: o decodificador simplesmente não existe na plataforma.
E não funciona em iOS: nenhum navegador de lá expõe o MediaRecorder, nem o Safari nem o Chrome, porque todos usam o mesmo motor. A página detecta ao abrir e avisa, em vez de deixar você escolher o formato e falhar no fim.
Onde ele continua
O resultado é vídeo e entra na cadeia do módulo. Converter e depois comprimir é redundante — comprimir já converte —, mas converter e depois cortar, recortar ou virar GIF são caminhos que fazem sentido e não custam um novo upload, porque nunca houve upload nenhum.
Tudo roda no seu navegador. O arquivo não é enviado a lugar nenhum, e o medidor no topo da página mostra isso enquanto você trabalha — num conversor de vídeo online, é o oposto do normal.